O dono de uma empresa da Lousã que administra condomínios encontra-se em parte incerta com avultadas dívidas a fornecedores e vários prédios estão sem luz nas áreas partilhadas e sem elevadores a funcionar

“Há bastantes lesados, mas ainda não temos um número certo”, disse à agência Lusa uma fonte do Destacamento Territorial da Lousã da GNR.

Desde a semana passada, “dezenas de pessoas já apresentaram queixa”, adiantou, ao admitir que o posto da Lousã da Guarda Republicana tem recebido sucessivas queixas, designadamente de residentes em blocos de apartamentos da região aos quais a EDP cortou a energia elétrica dos espaços comuns nos edifícios administrados por aquela firma.

Noutros casos, por falta de pagamento da manutenção dos elevadores, também estes deixaram de funcionar.

O morador de um prédio do centro da vila, que solicitou o anonimato, revelou à Lusa que os condóminos receberam uma carta da empresa que assegurava a manutenção dos ascensores a informar que têm uma dívida superior a 8000 euros por liquidar.

A fonte adiantou que “todos os dias dezenas de pessoas”, entre condóminos e prestadores de serviços, incluindo limpezas, se concentram à porta das instalações da empresa faltosa para exigirem os seus créditos.

“Por vezes, de 20 em 20 minutos aparece mais uma queixa”, disse a fonte da GNR da Lousã, admitindo que haja “pessoas e empresas que ainda não deram conta” do que se está a passar.

O empresário desapareceu na segunda-feira e, dois dias depois, comunicou às trabalhadoras do seu escritório, através de uma mensagem por telemóvel depois exibida às autoridades, que viajou para Espanha e que “estava tudo bem” com ele, mas que a empresa “não tinha condições para continuar”, adiantou, citando aquelas queixosas.

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È para evitar situações como esta que em nada dignifica a nossa atividade e que prejudica todos aqueles que no mercado operam corretamente, que urge regular a atividade e criar mecanismos de fiscalização de quem administra condomínios. Esta é uma nossa luta.