1. Renegociar os contratos

Todos os contratos (elevador, manutenção, limpeza, etc) podem ser renegociados. E se isto é verdade para contratos com um ano de vida, mais válido é para os antigos. Esta é, aliás, prática habitual das empresas que gerem condomínios.
Normalmente começa-se pelos elevadores já que é o mais fácil e absorve a maior fatia do orçamento. Mesmo contratos recentes podem ser revistos em baixa. A contrapartida pode passar por dilatar o prazo do contrato de dois para quatro anos. Pode também justificar-se passar de um contrato simples para um de manutenção completa, que inclui todo o tipo de reparações.

A simplicidade da negociação aumenta no caso dos contratos com empresas de limpeza. Como a rescisão é bastante simples, há apenas que pedir orçamentos a outras empresas do sector e deixar que a concorrência faça o resto: haverá, certamente, preços mais competitivos e a empresa que está a prestar o serviço dificilmente deixará de os acompanhar.

2. Usar o email

Comunicar por email economiza em papel, fotocópias e despesas de correio no entanto a lei ainda não permite o uso do correio eletrónico para algumas coisas, nomeadamente para o envio das convocatórias das assembleias e das atas aos ausentes e é aqui que, por norma, se gasta mais em papel e selos, atendendo aos anexos que é obrigatório enviar.

A lei ainda não permite o uso do email no envio da convocatória para a assembleia-geral. No entanto, e mediante algumas condições, é possível fazê-lo. No caso dos recibos ou avisos de pagamento é perfeitamente legítimo fazê-lo – mas, mais uma vez, depende do condómino.

3. Procurar o banco mais em conta

É preciso paciência, mas olhar para valores de transferências, livros de cheques, homebanking ou comissões de manutenção vale mesmo a pena. Pode equivaler a poupar mais de 100 euros por ano. O condomínio precisa de uma conta à ordem para gestão corrente, outra a prazo para onde segue o (raríssimo) superávit ou o (obrigatório) fundo de reserva – que corresponde a 10 por cento do valor da quota. Cerca de uma dezena de bancos da nossa praça têm contas específicas para condomínios, à ordem e na versão poupança.

As contas à ordem cobram comissões de manutenção mensais – entre os 4,16 euros e os 20,80 euros.

4. Cortar na conta da luz

Quem faz da gestão de condomínios o seu dia-a-dia diz que, na prática, a mudança de fornecedor leva apenas a um ligeiríssimo corte neste custo. Uma descida “insuficiente dado que as ofertas dos fornecedores são mesmo muito similares”. Além de que fazer uma troca de fornecedor pode não ser favas contadas: se, para alguns basta a fatura anterior e a ata/contrato que nomeia ou dá poderes para tal, outros fazem esbarrar a intenção em mil e um documentos – ata, fatura, certidão predial do prédio, contribuinte de quem assina, certidão comercial do condomínio.

5. Regularização de quotas

Excluindo os poucos condomínios que se poderão considerar de luxo, as quotas mensais variam em Portugal entre os 20  e os 70 euros. E se receber as prestações dos condóminos para a gestão corrente do edifício  nunca foi fácil, nos últimos anos tornaram-se as últimas a pagar por não haver consequências imediatas.

Quando a falta de pagamento é por dificuldades financeiras, o que se deve fazer é pedir aos devedores que proponham um valor que conseguem efetivamente pagar e o cumpram.

6. Encontrar o melhor seguro

Desde logo, e apesar de ser mais barato, o seguro de incêndio obrigatório é, manifestamente insuficiente. A prática revela que há mais probabilidades de haver um sinistro no telhado por um temporal ou um cano rebentar do que um incêndio. Também nos seguros é possível poupar, desde logo, graças a uma situação, até caricata, de sobreposição de seguros que existe nalguns condomínios.

7. Atenção às obras

Com exceção das obras mais pequenas – uma mudança de fechadura ou do arranjo da porta- funciona-se, em regra, por adjudicação direta, sem orçamento. Já para obras grandes devem-se pedir três ou quatro orçamentos, o mais descriminados possível e que não permitam derrapagens.

Nas obras grandes devem pedir-se três ou quatro orçamentos o mais descriminados possível. A elaboração de cadernos de encargos para, posteriormente, se pedir orçamento, é mais raro nos condomínios porque implica um custo inicial para que seja elaborado. Na maior parte dos casos os condóminos sabem qual é o problema e ele é indicado ao empreiteiro, que apresenta a melhor solução. Aconselha-se a contratação apenas de empreiteiros devidamente credenciados pelo IMPIC porque dão mais garantias.

8. Contratar uma empresa gestora

Manutenção e conservação dos espaços comuns, dificuldade de cobrança das quotas, gestão de conflitos, orçamentação e negociação com prestadores de serviço, liderança das assembleias noite fora (às vezes com total perda de foco), são funções que raramente um condómino quer assumir. Por isso há condomínios que preferem passar a ‘batata quente’ a uma empresa de administração de condomínios, ainda que tal envolva mais um custo.
Os preços cobrados por estas empresas dependem do número de condóminos, existência de porteira ou serviços de limpeza, ascensores e tipo de serviço. Em Portugal, explica o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios (APEGAC) vive em condomínio cerca de 40 por cento da população. Maior capacidade negocial junto dos prestadores de serviço, conhecimento da legislação, melhor gestão de contas bancárias e aconselhamento de formas de poupança, elenca o líder associativo, as vantagens de contratar uma destas empresas.

Fonte : Revista Sábado