A habitação continua a ficar mais cara em Portugal. O Índice de Preços da Habitação – IPHab subiu 7,6% no 3º trimestre do ano, comparativamente a igual período do ano passado. Esta é a taxa mais elevada da série disponível.

Os dados foram divulgados esta semana pelo INE, segundo os quais este «elevado crescimento»é explicado sobretudo pelo comportamento verificado nos preços dos alojamentos existentes, que têm vindo a crescer 7,9%, 8,5% e 9,1% no 1º, 2º e 3º trimestres de 2016, respetivamente.

A variação trimestral foi também positiva, com o índice a subir 1,3% face ao 2º trimestre. Os alojamentos existentes apresentaram um aumento dos preços de 1,7%, ao passo que os novos subiram 0,3%.

 

Transações crescem a dois dígitos

A par do aumento dos preços, cresceu também o número de transações (+15,8%) face a igual período do ano passado, num total de 31.535 operações. As vendas de habitação superaram os 3.600 milhões de euros, 2.800 milhões de euros dos quais dizem respeito a fogos usados.

De notar que as transações de fogos usados continuaram a evidenciar um crescimento superior ao dos alojamentos novos, de 19%, que comparam com 1%, respetivamente, o que denota a falta de construção nova/fogos novos no país, já apontada pelos profissionais desde há algum tempo.

A AML superou a barreira das 10.000 transações de alojamentos (10.756), que tinha sido ultrapassada apenas entre o 3º trimestre de 2009 e o 3º trimestre de 2010, ainda antes da entrada da troika no país. Esta região do país concentrou 47,4% do valor total dos alojamentos transacionados, a representação mais elevada na série disponível.

Fonte : Vida Imobiliária