Mário Soares era, antes de tudo, um democrata.
Lutou pela liberdade contra a ditadura de direita. Foi preso, foi deportado, foi exilado, mas nunca cedeu. Era um resistente, um homem de coragem.
Lutou contra a iminência de, após o 25 de Abril, Portugal passar de uma ditadura de direita para uma ditadura de esquerda. Fê-lo, com coragem, na rua, correndo perigos. Fê-lo, com determinação, no exercício dos cargos que ocupou nos Governos provisórios, na Assembleia Constituinte, nos Governos constitucionais.
Teve, por tudo isto, e por muito mais, um papel determinante na implantação, no nosso país, de uma democracia de padrão ocidental.