Um estudo da EY concluiu que 97% das empresas inquiridas avaliam o peso da carga fiscal “de forma muito negativa (36%) ou negativa (61%)”, revelou a consultora, depois de questionar 100 empresas nacionais.

Além disso, 92% das empresas que participaram no trabalho “‘Survey’ do Orçamento do Estado para 2020” consideram que “o acesso e a celeridade do sistema de justiça fiscal têm uma avaliação negativa (29%) ou muito negativa (63%)”, de acordo com os mesmos dados.

 

Em declarações à agência Lusa, Luís Marques, responsável pela área da consultoria fiscal da EY, destacou que “além do peso da carga fiscal há uma perceção sobre a competitividade do próprio sistema fiscal português e a [sua] estabilidade, ou falta dela”.

Para Luís Marques, existe a “perceção de que planear investimentos de longo prazo em Portugal é um exercício muito difícil de fazer”, tendo em conta a imprevisibilidade na área fiscal.

Segundo o estudo, a avaliação, por parte dos empresários, “da estabilidade do sistema fiscal português é negativa (53%) ou muito negativa (35%)”.