Um estudo sobre o coliving coloca o nosso país como um dos mais apetecíveis para este segmento do mercado imobiliário. Atualmente há apenas 50 camas disponíveis neste conceito

Neste momento existem na Europa mais de 23 mil camas em regime de habitação partilhada. Por cá, o conceito de coliving está ainda longe de ser implementado – atualmente há apenas 50 camas em todo o país -, mas o cenário pode estar para mudar nos próximos tempos. A razão é simples: Portugal é o paraíso dos millennials, dos que nasceram online e que herdaram o pior da crise; os mais qualificados de sempre e com menos dinheiro.

 

Segundo um estudo revelado esta quarta-feira sobre este conceito de habitação, Lisboa e Porto são das cidades europeias mais apetecíveis para disseminar o conceito. “Portugal é mencionado constantemente a nível mundial, cheio de histórias de empreendedores, irreverência e ambição. É cada vez mais um país para trabalhar, estudar, investir e viver”, refere o estudo da consultora JLL, que identifica a possibilidade de um crescimento exponencial para o nosso País.

 

“É um dos mais promissores segmentos do imobiliário ‘alternativo’ em toda a Europa. A oferta de coliving tem potencial para crescer mais de 25 vezes no nosso país”, conclui o estudo “Portugal Coliving- Follow the Trend”, inédito sobre este setor, desenvolvido em parceria com a Joyn, operadores em coliving. Apresentado hoje em Lisboa, chama atenção para a atratividade deste tipo de habitação como “uma das soluções residênciais a desenvolver nos próximos anos”.

 

De acordo com o estudo, estima-se que a procura potencial para este tipo de habitação possa atingir entre 16.000 a 18.000 camas em Lisboa e no Porto. “Ou seja, mais de 25 vezes o atual pipeline”, que inclui 50 camas em operação, as 570 em desenvolvimento para os próximos dois anos: os projetos Smart Studios, com 114 camas, em Santa Apolónia, o coliving do Hub Criativo do Beato, com 120 camas. “Para o centro de Lisboa está previsto o maior dos projetos, com 300 camas e vários espaços de coworking. Para o Porto está projetado um coliving com 40 camas, a ser operado pela B-Hive Living.”