Os fundos de investimento responderam por 60% do volume transacionado no mercado imobiliário no ano passado. São seguidos pelas sociedades imobiliárias, responsáveis por 19% do total investido.

Os investidores institucionais continuam a dominar o mercado imobiliário português, mas estão a perder algum peso. Mesmo assim, os fundos de investimento ainda respondem por mais de metade do volume transacionado no ano passado. São sobretudo estrangeiros, vindos da Europa e dos Estados Unidos, e procuram investimentos com um rendimento estável. Mas os investidores nacionais estão a aumentar o seu peso.

Os dados são da Cushman & Wakefield e da CBRE, que dão nota de que há poucas alterações no que toca à nacionalidade dos investidores, mas identificam algumas mudanças no perfil de quem investe.

Segundo a Cushman & Wakefield dos mais de 3.000 milhões de euros de volume transacionado no setor imobiliário português no ano passado, 60% foi proveniente de fundos de investimento, contra uma quota de 67% em 2018. Seguiram-se as sociedades imobiliárias, responsáveis por 19% do capital investido.

A CBRE, dá ainda conta de que o perfil dos investidores, em 2019, “foi predominantemente ‘core’ e ‘core plus’”, ou seja, são investidores que procuram um rendimento estável. Estes representam 73% do total investido no ano passado, acima dos 67% registados em 2018. Seguem-se os investidores “’value add’ e oportunístico”, isto é, aqueles que assumem maior risco e procuram investimentos com elevadas taxas de retorno.

Nacionais duplicam investimento

Os investidores estrangeiros continuam a dominar o imobiliário, com destaque para europeus e norte-americanos, mas os nacionais estão a crescer a ritmo acelerado.

O capital nacional mais do que duplicou o volume investido face a 2018 e, segundo o levantamento da Cushman & Wakefield, os portugueses investiram 570 milhões no setor durante o ano passado. Já a CBRE aponta para que os nacionais tenham aumentado a quota no setor imobiliário de 10% para 12%.

Quanto aos estrangeiros, segundo os dados fornecidos pela CBRE, Estados Unidos e França continuaram a liderar a lista de principais mercados investidores em Portugal, à semelhança do que já tinha acontecido em 2018, com quotas de 30% e 16%, respetivamente. Os investidores alemães e ingleses também assumem uma representação relevante no mercado imobiliário português.