O presidente da Câmara Municipal de Lisboa apresentou, esta sexta-feira, o plano para a Zona de Emissões Reduzidas para a capital. A principal novidade é a restrição de viaturas na baixa, ao ponto, de plataformas como a Uber ou a Bolt só poderem ali circular com carros elétricos.

Menos carros privados e táxis, menos estacionamento. Mas mais transportes públicos, ciclovias e requalificação dos percursos pedonais. A Carris terá novas rotas e horários mais alargados, durante a madrugada. “Todas estas mudança vão contribuir para melhorar a qualidade de vida dos lisboetas”, promete o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, durante a apresentação do projeto de requalificação da baixa lisboeta, esta sexta-feira.

O projeto para a Zona de Emissões Reduzidas Avenida Baixa Chiado (ZER ABC) deverá ser aprovado durante o mês de março e entrará em vigor no verão, em julho ou agosto. “Desta intervenção resultarão menos 40 mil carros nesta zona, ou seja, menos 40% dos carros, mas também uma melhoria dos transportes públicos, mais vias cicláveis e benefícios na qualidade do ar”, explicou Fernando Medina.

A Rua Nova do Almada, a Rua Garrett, a Rua da Prata e o Largo do Chiado passarão a ser apenas pedonais. Já a Avenida da Liberdade e o Marquês do Pombal vão ver reduzidos o números de carros, alterados os sentidos do trânsito e haverá novas ciclovias unidirecionais. As laterais da Avenida da Liberdade passarão a ser o principal canal para os carros e as faixas principais serão encerradas entre os Restauradores e a Ruas das Pretas.

Para a Avenida Almirante Reis, está prevista também a criação de uma ciclovia bidirecional, onde hoje está uma via ocupada pelo trânsito de carros.

Mas atenção: “o projeto final não é este. Esta é uma ideia”. Agora, começam as reuniões entre a câmara, as juntas de freguesia, os comerciantes. “Nós precisamos mesmo destas alterações. Precisamos de uma cidade mais amiga das pessoas, dos lisboetas, dos turistas. Uma cidade mais humana com qualidade de vida e com o lema: a rua é sua”, afirmou Fernando Medina.

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