O passe família foi hoje aprovado pelos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP) e vai entrar em vigor no dia 01 de maio, quase um ano após o mesmo der sucedido em Lisboa.

 

“É chegado o momento. Todos temos percebido a ambição pública e mediática desta medida. Julgo que se percebe que isto [o atraso] não decorre da incompetência do presidente da AMP, nem de nenhum autarca da área metropolitana. Decorre de um processo normal, que não é exatamente igual ao de Lisboa”, afirmou o presidente Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Eduardo Vítor Rodrigues, na reunião de hoje daquele órgão.

O autarca, que, desde o início do processo, sublinhou a necessidade de garantir que a implementação desta medida era à prova de fraudes, revelou que não foi possível obter, como pretendiam, o acesso aos dados da Finanças, para comprovar a composição do agregado familiar.

Essa impossibilidade levou aquele órgão a optar por avançar para o terreno só depois da entrega das declarações do IRS, documento necessário para obter o título.

De acordo com Eduardo Vítor Rodrigues, a partir de 1 de março as famílias vão poder candidatar-se ao passe e a análise do processo, adiantou, deve demorar cerca de “um mês, mês e meio” e terá um impacto de 600 mil euros.