A certificação WELL está a ganhar impulso na Europa e a influenciar o modelo de construção do imobiliário.

A WELL é a primeira certificação de edifícios concentrada, exclusivamente, na avaliação do bem-estar dos seus ocupantes e tem como premissa que os imóveis são um meio para melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas.

 Esta tendência terá um impacto direto no mercado de escritórios a nível global, na medida em que a atração e retenção de talentos é um fator estratégico para as empresas.

“A certificação WELL é uma ferramenta importante para orientar as empresas na adaptação dos seus escritórios e das suas políticas de bem estar, de forma a atender às exigências dos funcionários”, sublinha Laura Danzig,  diretora de Sustentabilidade da Cushman & Wakefield em Espanha que esteve recentemente em Portugal numa Acão de divulgação deste instrumento que “procura proporcionar aos trabalhadores um estado de satisfação que favoreça o seu crescimento profissional e lhes permite atingir todo o seu potencial, para benefício deles próprios e da organização onde se inserem”.

Esta certificação agrupa os seus critérios em dez conceitos: ar, água, nutrição, luz, movimento, conforto térmico, acústica, materiais, mente e comunidade.

Do ponto de vista dos promotores esta é “fundamental”, para aqueles que “pretendem desenvolver projetos que estejam em linha com os requisitos das empresas em todo o mundo”, afirma a mesma responsável.

Em Portugal não existe ainda nenhum projecto certificado ou em fase de registo, muito embora sejam já vários os promotores interessados. Lançada em 2014, a WELL possui mais de 250 projetos certificados em todo o mundo, com destaque para os EUA (85), China (69), França (17) e Austrália (17). A Europa responde por 21% dos projetos certificados, num total de 55.