Depois da reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro disse que os eventos com mais de dez pessoas continuam proibidos e que a utilização de máscaras é obrigatória nos transportes públicos, nas escolas e no comércio.

 

O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira que, a partir do dia 1 de junho, todas as lojas de rua e os centros comerciais poderão abrir e que já no início da próxima semana – quando arranca o estado de calamidade em Portugal – as repartições de Finanças e outros balcões desconcentrados dos serviços públicos poderão abrir portas.

No entanto, os eventos com mais de dez pessoas continuam proibidos e a utilização de máscaras é obrigatória nos transportes públicos, nas escolas e no comércio. “O Estado de Emergência acabou, mas o comportamento do vírus não”, disse António Costa aos jornalistas, depois da reunião do Conselho de Ministros. “O dever cívico de recolhimento domiciliário mantém-se em vigor”, salientou, procurando salientar que a emergência sanitária continua apesar do alívio das restrições

Em relação aos funerais, compete aos autarcas definir o limite de pessoas presentes.

Em declarações no Palácio da Ajuda, o líder do Executivo afirmou que houve uma inversão da tendência de crescimento de novos casos da doença e que o risco de transmissão caiu ao longo destes dois meses, o que se traduziu num menor número de pessoas internadas e na estabilização do número de vítimas mortais. “Não se justificava renovar mais uma vez o Estado de Emergência, o que não quer dizer que a pandemia esteja ultrapassada e que o risco tenha diminuído. Temos de continuar a combatê-la. Temos de manter um nível de contenção elevada”, justificou.

António Costa salientou ainda o facto de a grande maioria (95%) dos doentes com Covid estarem em tratamento domiciliário e de, por milhão de habitantes em Portugal, terem sido realizados 307 mil testes. “Os novos casos notificados [de Covid-19] têm continuado a diminuir, não obstante termos aumentado o número de testes diários. Não obstante a capacidade de se realizarem mais testes, temos uma estabilização dos casos positivos. A percentagem é de 5,5% – ou seja, o número de pessoas que são testadas por terem sintomas, receios ou contactos com infetados é muito superior ao das que estão contaminadas”, disse António Costa aos jornalistas, depois da reunião do Conselho de Ministros.

O Governo já tinha anunciado, há cerca de uma semana, que as normas de libertação do confinamento entrariam em vigor quinzenalmente – a 4 de maio, a 18 de maio e a 1 de junho – mas ainda não iriam abranger todos os setores.

A cadência de reabertura quinzenal da economia deve-se ao período de contaminação do novo coronavírus e à necessidade de, nesse período, ser necessário medir os impactos da medida anterior até implementar a seguinte, de acordo com o primeiro-ministro.

Na segunda-feira, António Costa havia reforçado a ideia de que a reabertura de algumas atividades económicas durante o próximo mês estaria dependente de “que possamos todos ter acesso e facilidade, em qualquer loja, a equipamentos de proteção individual”. Só dessa forma “poderemos sair de casa com conforto, estarmos seguros e sem risco de contaminarmos os outros no local de trabalho, na escola, nos transportes públicos”.

O documento revelado pelo Governo que determina o que passa a ser permitido, e em que condições, agora que termina o Estado de Emergência.