Grande Lisboa deve manter restrições “indispensáveis” para evitar novo aumento de casos. As 19 freguesias de maior risco vão aligeirar medidas, mas plano só será fechado para a semana.

Governo vai rever na próxima semana o estado de calamidade decretado para as 19 freguesias da região da Grande Lisboa, mas a “generalidade das medidas em vigor são para manter”, assegura fonte do Executivo socialista ao Expresso. Apesar da evolução positiva — depois de um pico preocupante registado na segunda semana de julho, existe agora uma clara tendência de diminuição do número de casos nos concelhos de Lisboa, Sintra, Odivelas, Amadora e Loures —, ninguém, nem Governo nem autarcas, quer correr riscos desnecessários. Os sinais são animadores, mas é importante evitar passos em falso: a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a representar cerca de 80% dos novos contágios e, à exceção de Odivelas, os números de novas infeções continuam ligeiramente superiores aos registados na primeira semana de julho (ver gráficos).

A decisão só será tomada no próximo Conselho de Ministros — já sem António Costa, que estará de férias no Algarve — e depois de o Governo voltar a reunir-se com os cinco autarcas da região, na segunda-feira. Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa e da Área Metropolitana de Lisboa, já assumiu como provável o fim do estado de calamidade no final de julho. O mais certo, sabe o Expresso, é que estas freguesias venham a conhecer o mesmo nível de alerta aplicado ao resto da Área Metropolitana (situação de contingência), aplicando-se na região medidas mais apertadas do que no resto do país.